terça-feira, 1 de abril de 2008

Uma Carta que não enviarei.

Você sabe que este silêncio me mata.
Você sabe que as acusações são infundadas!
Todas elas!
Porque em nome de Deus eu iria querer que você parasse de assistir os seu vídeos da Kate Bush ou da Tori Amos?
Você surtou de vez!
E isso é motivo pra ficar de bronca comigo? Porque eu falei pra você que ficar horas e horas em frente ao computador assistindo aos tais vídeos não me parecia saudável e que percebia que você ficava mal... É cada vez mais você se interioriza!
Qual o problema? Nenhum!
Só que você se esquece que não vive sozinho. Que estou aqui e o tempo todo!
Aí você me acusa de te censurar e tal e coisa. Que poder tenho eu pra isso?
O que estava tentando falar a você é a minha visão e só.
O que vejo, o que penso.
Nem quis te dizer o que eu sinto.
Pra quê?
Estamos morando juntos... Apenas.
Do que você espera desta nossa relação?
Se é que você espera alguma coisa, não é?
Também não sei se isso é “uma relação”, sinceramente...
Também não vou mais “te aborrecer” com este assunto, pois você sempre reclama.
Qual é, cara?
Vamos continuar assim?
Estou pra ir ao Rio. E você sabe que vou ficar pelo menos um mês por lá.
Mas penso em ir de vez, se é pra continuar assim.
Só que você sabe que estarei sem ter onde ficar. Vou pra casa da minha mãe e lá mora minha irmã e a filha escrotinha dela; não vai dar certo e você sabe.
Seria muita cara de pau da minha parte, agora que as minhas filhas se casaram eu ir morar com elas. Ou melhor, com Aline, não acha?
**Observem Este post em outro Blog meu:**
Em outra data...
Sexta-feira, Outubro 20, 2006

Desbundada!
Quando as palavras brotam Tenho que vir logo pro computador e escrever.
Mas acabo indo escovar os dentes.
Aí acontece o que está acontecendo agora: Procuro e elas somem aqui dentro da cabeça.
Antes de ter computador era em qualquer pedaço de papel.
Poderia ser um guardanapo, pedaço de papel de pão até.
Papel de toda a sorte.
Aí este papel, caderno, diário, Guardanapo...
Iam se juntando, para serem passado à limpo E acabava na maioria das vezes no fundo de uma gaveta.
Sei que não é , nem era só comigo que isso acontecia e acontece.
Com famosos, anônimos, grandes pequenos escritores.
Pessoas comuns e incomuns.
♀♂ Estas coisas também acontecem com nossas frustrações.
Pequenas, médias e grandes! (como se frustrações tivessem tamanhos)
Frustrações são frustrações, Não se medem em tamanho! Ora veja!
♀♂ Complexos Rejeições Lágrimas Idéias Idéias E idéias...
♀♂ Aí vem a idade
A meia idade O "pré idoso"
Porque você começa a se tornar idoso.
E não se dá conta.
Idoso????
Sim!!!!
E "pré idoso" sim!
♀♂ Nada disso!
Não era nada disso
Que ia escrever...
♀♂ Mas de uma ida ao banheiro e voltar,
A palavras se foi.
Ta doendo aqui Incomoda
Mas ainda doendo ela, a palavra, que se foi pro fundo da gaveta
♀♂ Tudo que se pensou E que iria virar um texto
Ainda doendo, incomodando,
Some Assim Como vem se vai.
♀♂ Quero registrar mas cadê?
Não vem!
Do coração subiu pra cabeça,
virou Poeira e pó Poeira e pó Poeira e pó
♀♂ E fica a mágoa
A culpa
Mas culpa de quê?
De ter perdido o corpo jovem e atraente?
De ter ficado igual a você?
"Sem carinho, Sem conversa... Num tapete atrás da porta..."
Como o reflexo de sua alma?
Esta sua alma de duas faces?
A que reflete-me, a face negra.
A outra?
Uma que você esconde e que mostra mas pra mim.
Seu reflexo negro é o que sou!
Temo-me.
Quando de frente pra mim mesma.
E a outra, nem sei. Deixa estar!
Como um soco que se levou na boca do estômago,
Como um tapa repentino na cara!
♀♂ Não se esquece o sentimento.
Este fica!
Mas o pensamento,
A palavra pensada que viraria um texto, um escrito...
Pluff!
♀♂ O olhar perdido em devaneio.
A sua frente.
Este olhar que até bem pouco
Se pensava ser só pra mim.
Estar a sua frente,
A mão, a que segura a faca que te fere
E me faz sangrar.
♀♂ Penso em sentar de novo naquele lugar Refazer a cena
♀♂ Mas já foi, já passou.
A palavra! Não a dor que ela causou!
♀♂ Desatino.
Solidão
Solidão acompanhada
Só e mal acompanhada!
Me desculpe,
Mas tem hora
Que sua presença me dói.
♀♂ Digo-te: Esfaqueie a si mesmo.
Vamos! Pare de me pisar!
♀♂ Ah! Estou exagerando?
Você acha?
Tá.
Permanecer
Diante de quem ainda segura a faca
Pavor Medo Medonho
♀♂ Estou sem saída.
Algo clicou a tecla
E congelou a imagem
E o que era movimento
Virou uma foto
Mas no peito
Pulsa forte
Descompassado
Desconexo
O tal coração.
Sem direção
Desordenado.
É terrível!
♀♂ Sou da cena
Sou a senha
Qual a senha?
Pra sair daqui.
Desta cena sem senha
♀♂ Que virou foto.
♀♂ Mas a lágrima
Que cai Em "slow motian"
Que não se congelou.
♀♂ Ainda bem!
Pois transbordou.
♀♂ Não me deu o direito
De ser nada
De ter nada
Nada mais.
♀♂ Não me queres?
Eu também Não me quero assim.
Assim não! ♀♂
Me quereria Como quando me querias
♀♂ Mas não me daria
Como quando me querias.
Assim não!
Não me dariam mas a ti.
Não, nem a mim...
♀♂ Laura Jardim
Em 19 de dezembro de 2006
Postado por Laura Jardim ás 02:38

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